O que é Due Diligence Imobiliária e quando ela é necessária?

31/12/25

A due diligence imobiliária é um procedimento de auditoria jurídica destinado a identificar riscos legais, financeiros e regulatórios antes da aquisição, alienação, financiamento ou desenvolvimento de um imóvel. Sua finalidade é conferir segurança à operação, evitando surpresas que possam afetar o preço, o prazo ou a viabilidade do negócio.

O que é e por que isso impacta o negócio

A auditoria jurídica levanta documentos, confere a cadeia dominial e confronta registros com a situação real do bem. Isso evita surpresas, renegociações e atrasos.

No Brasil, o princípio da concentração concentrou na matrícula informações relevantes oponíveis a terceiros. Você valida ônus e litígios verificando a matrícula atualizada e as averbações essenciais.

Quando a due diligence imobiliária é recomendada

A realização da due diligence é especialmente indicada nas seguintes situações:

Situações típicas

  • Compra e venda de alto valor ou aquisição de portfólio de unidades.

  • Garantias reais em operações de crédito e emissão de CRIs.

  • M&A de ativos ou transferência de estabelecimentos com imóveis.

  • Incorporação, loteamento e retrofit com exigências urbanísticas específicas.

  • Regularização fundiária (REURB) para integrar núcleos informais ao ordenamento urbano.

  • Usucapião extrajudicial, que exige instrução documental perante o Registro de Imóveis.

Como funciona na prática

Etapas essenciais do procedimento

1) Diagnóstico e escopo. Definimos o objetivo da operação, os riscos tolerados e as amostras a analisar.

2) Levantamento documental. Solicitamos matrícula e certidões; conferimos titularidade, ônus, indisponibilidades e ações reais. Avaliamos IPTU, taxas e débitos condominiais.

3) Urbanístico e ambiental. Checamos zoneamento, licenças, alvarás, habite-se e restrições de vizinhança. Validamos passivos ambientais e servidões.

4) Contratos e ocupação. Revisamos locações, promessas de compra, compromissos e termos de uso. Verificamos posse, tolerâncias e riscos de litígios.

5) Aspectos tributários e custos. Estimamos ITBI, emolumentos e despesas. A base do ITBI considera o valor de mercado individual do imóvel, segundo o Tema 1.113 do STJ.

6) Conclusões e mitigação. Classificamos achados por impacto e probabilidade e sugerimos cláusulas, condições precedentes e ajustes de preço.

Documentos e verificações indispensáveis

  • Matrícula atualizada com cadeia dominial, ônus, penhoras e averbações.

  • Certidões forenses das partes e do imóvel, inclusive eventuais ações reais ou reipersecutórias.

  • Certidões fiscais e municipais: IPTU, ITBI, taxas e dívidas ativas.

  • Projetos, alvarás, licenças ambientais e habite-se, quando aplicável.

  • Contratos de locação e garantias; relação de ocupantes e eventuais direitos de preferência.

  • Laudos técnicos que evidenciem patologias, contaminação, servidões ou áreas não edificáveis. .

Achados mais frequentes e como mitigar

Algumas situações são recorrentes em auditorias imobiliárias:

  • Ônus não mapeado: inclua condições precedentes, escrow ou holdback e ajuste de preço.

  • Litígios e indisponibilidades: exija baixa prévia ou seguro de título conforme o caso.

  • Irregularidades urbanísticas: vincule a conclusão a alvarás e regularizações devidas.

  • Conflitos de posse e ocupação: colete declarações, mapeie tolerâncias e cronogramas de desocupação.

  • Divergências cadastrais: alinhe áreas e confrontações com planta, memorial e georreferenciamento.

  • Risco de REURB: avalie a viabilidade jurídica e o cronograma regulatório antes de precificar.

Exemplos práticos de aplicação

Em aquisição de galpão, a matrícula revelou penhora recente não averbada no resumo. A compra aguardou a baixa formal.

Em financiamento, o banco exigiu atualizar o habite-se e regularizar área ampliada sem licença. A equipe tratou as pendências antes da garantia.

Em portfólio residencial, divergências entre áreas de IPTU e registro afetaram o preço. O ajuste considerou laudos e medições de campo.

Quando o litígio consta na matrícula, o comprador dimensiona riscos e define condições. Isso decorre do art. 54 da Lei 13.097/2015. 

Indicadores que mostram qualidade da diligência

Meça o percentual de itens conformes, o tempo de resposta de cartórios e órgãos, e o valor das contingências identificadas.

Acompanhe a redução de ajustes contratuais após a primeira rodada, o tempo de obtenção de certidões e a taxa de achados críticos por ativo.

Como nós conduzimos sua Due Diligence Imobiliária 

Nós estruturamos Due Diligence Imobiliária de ponta a ponta: escopo, coletas, análises e recomendações. validamos matrícula, ônus, urbanístico, ambiental, contratual e tributário.

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